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Juiz Federal participa da 11ª Conferência dos Estados-Partes da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência

15/06/2018 às 20:50:00

O juiz federal Roberto Wanderley, titular da 1ª Vara da SJPE, participou nesta quinta-feira (14), da 11ª Conferência de Países Signatários da Convenção da ONU (COSP) sobre os direitos das pessoas com deficiência, realizada em na sede da ONU, em Nova York, dos dias 12 a 14 de junho. Este ano, o evento trouxe como tema central “Deixando ninguém para trás através da implementação completa da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) ”.

O magistrado integrou a comissão brasileira, onde representou o TRF5, UNICAP, UFPE e RIADIS (Rede Latino Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias). A comissão foi liderada pelo secretário-executivo do Ministério dos Direitos Humanos, Engels Muniz.

Em seu discurso, Roberto Wanderley destacou a necessidade da oferta de oportunidades para que as pessoas com deficiência conquistem seus espaços no mercado de trabalho, alcançando, assim, o protagonismo econômico “pelo qual as Pessoas com Deficiência deixam de ser para as sociedades “peso social” e assumem a autodeterminação de si mesmas”, ressaltou o juiz, tomando o Brasil como exemplo. “Tudo isso implica que os Estados, empresas e entidades, enfim, toda a sociedade, incorporem sensibilidades e práticas voltadas ao fomento de uma cultura inclusiva sem a qual as diretrizes e bases da Convenção de Nova Iorque não passarão de letra morta, assim como acontece com certas leis que simplesmente não pegam, ou seja, não se tornam eficazes em sociedades em desenvolvimento como é o caso brasileiro”.

“O Brasil tem trocado os pés pelas mãos na agenda universal dos direitos humanos e dos direitos das Pessoas com Deficiência em particular, nada obstante formarmos um contingente de ¼ de nossa população (IBGE, Censo 2010), algo próximo de 50 milhões de brasileiros como tais declarados. Destes, lamentavelmente, a imensa maioria vive na pobreza não raro absoluta, e na completa invisibilidade. A sociedade brasileira, marcada por um clássico e também cruel corporativismo, não parece muito comprometida com as dificuldades do outro”, explanou o magistrado.

A conferência também elegeu a deputada federal Mara Gabrilli a primeira especialista brasileira para ocupar um cargo no comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.  


Autor: Assessoria de Comunicação JFPE

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