Janeiro é o mês dedicado aos cuidados com a mente. Objetivando trazer reflexões, o Comitê de Saúde e Qualidade de Vida da JFPE promoveu, na última terça-feira (27), duas palestras sobre o tema: “Nem tudo é transtorno: onde termina o normal e começa o patológico?” e “Saúde Mental: conectando o 5G - Gratidão, Gentileza, Generosidade, Garra e Graça”. Os temas foram apresentados pelo médico psiquiatra e servidor da JFPE, Henrique Lacet, e por Bruno Severo Gomes (conhecido como Dr. Felicidade), professor da UFPE.
A abertura foi realizada pela Diretora do Foro da JFPE, a juíza federal Amanda Lucena. “Estamos no mês do Janeiro Branco e a JFPE não poderia passar ao largo desse assunto, que nos lembra a necessidade de cuidar da saúde mental. Parabenizo a Seção de Qualidade de Vida pelo empenho em promover esse tipo de ação”, destacou a diretora.
Em seguida, a coordenadora do Comitê de Saúde e Qualidade de Vida, juíza federal Thalynni Lavor Passos, falou aos presentes: “O burnout (esgotamento profissional) foi incluído pela OMS como a maior causa de afastamento laboral. Temos uma sociedade com transtornos que, muitas vezes, são normalizados e não percebidos como patológicos. Como instituição, podemos contribuir para ajustar esses ponteiros. Fico muito feliz em participar desse trabalho”.
“É importante desacelerar. Em janeiro, as pessoas querem fazer tudo ao mesmo tempo, o que gera cobrança e frustração. A motivação deve existir no começo do ano, mas precisa se manter acesa a longo prazo, o que só é possível com disciplina. Saborear o presente pode transformar sua vida”, explicou Bruno Severo.
Finalizando, o psiquiatra Henrique Lacet citou dez casos hipotéticos de possíveis patologias. “É normal sentir tristeza, raiva, medo, ciúme ou ansiedade. Saúde mental não é ausência de sofrimento, mas a capacidade de atravessá-lo. Não podemos ignorar os transtornos, nem banalizá-los. Quando há prejuízo no trabalho, nos estudos ou nas relações, pode ser hora de procurar ajuda profissional”, aconselhou.